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Aliados do Bolsonaro devem ganhar o controle do Congresso

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Apesar de uma recessão profunda e do segundo surto de COVID-19 mais letal do mundo, os candidatos apoiados pelo presidente de direita Jair Bolsonaro devem ganhar o controle do Congresso no mês que vem, disseram políticos e analistas na segunda-feira.

Aliados do Bolsonaro devem ganhar o controle do Congresso

Foto: (reprodução/internet)

O controle do Congresso

Bolsonaro apoia abertamente o deputado de centro-direita Arthur Lira para presidente da Câmara contra a centrista Baleia Rossi, que conta com o apoio do atual presidente do parlamento Rodrigo Maia e parlamentares que mantêm distância do presidente.

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Lira, que se declarou fiscalmente conservador em uma troca por escrito com a Reuters, tem mais do que a maioria de 257 votos necessária, de acordo com a consultoria de risco Arko. Isso significa uma batalha difícil para Rossi e os partidos de esquerda que ele está cortejando, que favorecem mais ajuda aos brasileiros de baixa renda atingidos pela pandemia.

Com mais de 8,5 milhões de casos confirmados de COVID-19 e mais de 209.000 mortes – perdendo apenas para os Estados Unidos – a segunda onda de surto no Brasil provavelmente aumentará a pressão sobre o governo para gastar mais, aumentando seu enorme déficit orçamentário.

Os hospitais na cidade de Manaus, na selva, estão sobrecarregados novamente, gerando protestos violentos nas maiores cidades do Brasil sobre o manejo da pandemia por Bolsonaro, que negou repetidamente a gravidade do vírus.

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Na frente econômica, a Ford Motor Co anunciou na semana passada que estava fechando a produção no Brasil e cortando cerca de 5.000 empregos, em um golpe simbólico para um país que provavelmente sofreu sua pior recessão já registrada em 2020.

Mesmo assim, as pesquisas mostram que Bolsonaro manteve o apoio público na crise, com 37% dos entrevistados o chamando de um “bom” ou “ótimo” presidente nas pesquisas de agosto e dezembro da pesquisa Datafolha. 

Esse sólido apoio, junto com uma crescente disposição para discutir a tradicional negociação de cavalos no Congresso, o ajudou a garantir uma base política de legisladores de centro-direita.

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Seu candidato favorito no Senado, Rodrigo Pacheco, do partido democrata, tem uma clara liderança para se tornar presidente do Senado, por 46 senadores contra 33 de sua rival Simone Tebet, segundo Arko.

Pacheco tem até o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT), de esquerda, que o vê se opondo às visões mais polêmicas de Bolsonaro, como flexibilizar as regras de posse de armas e negar as mudanças climáticas.

“Pacheco não é um expoente do mercado livre extremo e não concordaria com a privatização generalizada de empresas estatais”, disse o senador do PT, Jean Paul Prates, em entrevista por telefone.

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Lira disse que sua prioridade se eleito presidente da Câmara em 1º de fevereiro era um projeto de lei de emergência que daria aos governos federal e local mais espaço para lidar com os gastos, mas evitaria a violação do limite de gastos legalmente obrigatório do Brasil.

Ele disse à Reuters, no entanto, que o Congresso teve que encontrar uma alternativa para estender as transferências de emergência do ano passado para brasileiros de baixa renda que custaram 322 bilhões de reais e abriu um buraco recorde nas finanças do governo.

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News
Fonte: Reuters