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Acordos com Israel tem cláusula que divide mesquita do Monte do Templo

Analistas árabes dizem que contrato deixa “a porta aberta” para a oração judaica no local sagrado.

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Analistas avaliam que o acordo envolvendo Emirados Árabes Unidos e Bahrein com Israel deixa “a porta aberta” para a oração judaica no Monte do Templo, pois uma cláusula fala em partilha da mesquita de Al-Aqsa, onde ficava o Templo.

Segundo o site árabe Al Jazeera, uma declaração embutida nos acordos intermediados pelo presidente norte-americano Donald Trump, pode levar à divisão do complexo de Al-Aqsa. A ONG Terrestrial Jerusalem (TJ) aponta que uma “mudança radical no status quo” e têm “ramificações de longo alcance e potencialmente explosivas”.

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Desde 1967, sob o que vigora no país, apenas os muçulmanos podem orar no Monte do Templo, onde atualmente fica o complexo da mesquita de Al-Aqsa, que consiste de 14 hectares de terras. Apesar de os não-muçulmanos poderem visitar, há uma pressão para que os judeus tenham permissão de orar no local.

Na cláusula apontada pelos analistas, existe a indicação de que o status que vigora desde 1967 pode deixar de ser observado pelos judeus. “Conforme estabelecido na Visão da Paz, todos os muçulmanos que vierem em paz podem visitar e orar na Mesquita de Al-Aqsa e os outros locais sagrados de Jerusalém devem permanecer abertos para adoradores pacíficos de todas as religiões”, diz o trecho.

Eles avaliam que a declaração que diz “outros locais sagrados de Jerusalém” pode facilmente ser interpretado como sendo local do monte onde não faça parte da estrutura da mesquita islâmica. O relatório da ONG aponta que o termo não foi escolhido de forma aleatória.

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“De acordo com Israel [e aparentemente os Estados Unidos], qualquer coisa no Monte que não seja a estrutura da mesquita é definida como ‘um dos outros locais sagrados de Jerusalém’ e aberta à oração por todos – incluindo judeus”, disse o relatório.

A repetição do termo aparece tanto no acordo com Emirados Árabes Unidos, como também no acordo com o Bahrein. O relatória diz que é uma tentativa intencional de deixar “a porta aberta para a oração judaica no Monte do Templo.

“Esta escolha de terminologia não é aleatória nem um passo em falso, e não pode [ser] vista como nada além de uma tentativa intencional, embora sub-reptícia, de deixar a porta aberta para a oração judaica no Monte do Templo, mudando radicalmente o status quo”, diz.

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