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Opinião

A tirania de Alexandre de Moraes: censura, autoritarismo e desrespeito

Atuação de ministro é completo desrespeito ao Estado Democrático de Direito.

Michael Caceres

Publicado

em

Alexandre de Moraes (Foto: Nelson Jr/STF)

Agora é para valer. O ministro Alexandre de Moraes inaugurou o período de censura nas redes sociais, com o bloqueio de contas de políticos, jornalistas, ativistas, blogueiros e empresários. Rompendo todos os limites legais — se é que eles ainda existiam! — o “semideus” se voltou contra a liberdade de expressão.

Foram 16 contas no Twitter, entre elas as de Allan Lopes dos Santos, Bernardo Pires Kuster, Luciano Hang, Edgard Gomes Corona, Sara Giromini, Roberto Jefferson, Edson Pires Salomão, assessor do deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP), Eduardo Fabris Portella, Enzo Leonardo Suzi Momenti, Marcelo Stachin, Marcos Domingues Bellizia, Rafael Moreno, Paulo Gonçalves Bezerra, Rodrigo Barbosa Ribeiro, o empresário Otávio Fakhoury, Reynaldo Bianchi e Winston Rodrigues Lima.

Cumpre, então, perguntar: que diabo de mal essas pessoas fizeram para ter sua liberdade de expressão cerceada? Em que Moraes se sente ameaçado? Por que a sanha autoritária do ministro, recorrendo a censura? A resposta é óbvia: a guerra é por poder e para eles não têm limites. Acreditam piamente que serão capazes de recuperar a imagem destruída da Corte.

Assim como nas ações do presidente do Supremo, Dias Toffoli, essa decisão desafia a opinião pública, tenta medir até onde vai a paciência da sociedade com o “Olimpo tupiniquim”, onde os incautos mandam e desmandam acreditando que nunca haverá consequências. Esse desrespeito só faz aumentar a rejeição popular do Supremo.

O problema é que parece que o Supremo Tribunal Federal (STF) quer estar acima das críticas. Os “santos magistrados supremos [salve, salve]” não querem ser apontados por seus erros e ações contra a Constituição que deveriam guardar.

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