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A maioria dos brasileiros dizem que as mudanças climáticas são ‘risco catastrófico’

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Os brasileiros estão mais preocupados com a mudança climática como um risco catastrófico em comparação com residentes em várias outras grandes economias, mostrou uma pesquisa na quarta-feira, refletindo o impacto em curso no país sul-americano.

A maioria dos brasileiros dizem que as mudanças climáticas são 'risco catastrófico'
Foto: (reprodução/internet)

Resultados da pesquisa:

Cerca de 93% dos entrevistados no Brasil, onde os incêndios danificaram a floresta amazônica, concordaram com a gravidade da mudança climática que leva à elevação do nível do mar e ao derretimento das calotas polares, disse uma pesquisa encomendada pela Global Challenges Foundation.

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A maioria em nove outros países – África do Sul, Rússia,

Reino Unido, Estados Unidos, China, Austrália, Suécia, Índia e Alemanha – concordaram em menor grau, concluiu a pesquisa.

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A liderança do Brasil foi seguida pela Índia e África do Sul com 91%, China com 89% e Suécia com 88%.

Os australianos foram os menos preocupados com 70%, disse, enquanto a resposta preocupada nos Estados Unidos foi de 73%.

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“A principal conclusão é que muitas pessoas … hoje já se sentem afetadas pelas mudanças climáticas”, disse Jens Orback, diretor executivo da Global Challenges Foundation.

“Há uma grande quantidade de pessoas pedindo às instituições internacionais que tomem uma atitude”, disse ele à Thomson Reuters Foundation.

A mudança climática está entre os três riscos mais urgentes para os entrevistados em todos os países, disse a pesquisa, conduzida em junho e julho com mais de 1.000 pessoas por nação.

A maioria da metade – Índia, Brasil, China, África do Sul e Rússia – disse que já foi muito afetada por altas temperaturas, poluição, secas, incêndios ou inundações.

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A Alemanha ficou em último lugar, com apenas 21% dizendo que havia sido muito ou bastante afetada, seguida pela Austrália com 35%. Suécia, Estados Unidos e Reino Unido empataram com 42%.

Seis países listaram a pandemia de coronavírus como a ameaça mais urgente em todo o mundo, enquanto a Alemanha e a Suécia colocam a mudança climática no topo.

“Acho que na Suécia e na Alemanha, um dos motivos é que a pandemia já está resolvida”, disse Orback.

A Rússia listou o uso de armas de destruição em massa, enquanto a África do Sul citou a pobreza extrema como uma das principais preocupações.

As entrevistas foram conduzidas via web, então os resultados podem ter sido distorcidos por países com mais pessoas em áreas urbanas com renda mais alta e mais educação, disse a fundação.

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As opiniões dos brasileiros pesquisados ​​divergem das do presidente Jair Bolsonaro, que afirmou querer desenvolver a região amazônica para tirá-la da pobreza.

A densa selva absorve uma grande quantidade de dióxido de carbono do mundo, um gás de efeito estufa que se acredita ser o maior fator nas mudanças climáticas.

No Brasil, os incêndios na Amazônia aumentaram este ano, um aumento de 25% nos primeiros 10 meses de 2020 em comparação com 2019, mostraram dados da agência de pesquisas espaciais Inpe.

A postura de Bolsonaro e os incêndios na Amazônia tornaram as mudanças climáticas um assunto de destaque nas notícias e no discurso público brasileiro, disse Adriana Ramos, do Instituto Socioambiental, uma organização sem fins lucrativos.

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“Esse assunto marcou presença nas notícias como nunca, porque é um dos temas que o presidente foca”, disse Ramos.

“É uma pena que esses temas tenham chegado ao topo … pelo caminho da negação. Mas, ao mesmo tempo, é muito positivo que as pessoas percebam a relevância desta questão. ”

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News
Fonte: Reuters

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