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A inadimplência dos empréstimos do Brasil caiu para baixa recorde em outubro

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A inadimplência dos empréstimos no Brasil caiu para mínimos históricos em outubro, mostraram os números na sexta-feira, mais uma prova da recuperação da economia e de que as medidas do banco central para afrouxar as condições financeiras estavam funcionando.

A inadimplência dos empréstimos do Brasil caiu para baixa recorde em outubro

Foto: (reprodução/internet)

Baixa recorde de inadimplência

As principais medidas de inadimplência de empréstimos às famílias e empresas foram as mais baixas desde o início da série de dados do banco central em 2011, embora os spreads de empréstimos tenham aumentado ligeiramente em relação aos mínimos históricos do mês anterior.

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Um amplo índice de inadimplência de 90 dias cobrindo famílias e empresas caiu para 3,1% em outubro, de 3,2% em setembro, disse o banco central, o menor desde que a série de dados do banco começou em 2011.

O índice de inadimplência para empresas não financeiras caiu para uma baixa recorde de 1,5% de 1,6%, enquanto a medida ampla da inadimplência das famílias, incluindo empréstimos como empréstimos para automóveis e cheque especial, também caiu para uma série mínima de 4,5% de 4,6% no mês antes.

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Os spreads de empréstimos, no entanto, aumentaram para 21,5 pontos percentuais em relação ao recorde de baixa de 21,2 pontos percentuais de setembro, disse o banco central. Isso ainda estava significativamente abaixo dos 29 pontos percentuais em fevereiro antes do início da pandemia COVID-19.

O banco central disponibilizou mais de R$ 1,2 trilhões de reais em crédito e liquidez para empresas, bancos e mercados financeiros para amortecer o choque econômico da COVID-19.

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse esta semana que essas medidas “vieram para ficar”, mas serão modificadas. Sua implementação marca uma “mudança estrutural”, disse ele.

O governo também forneceu transferências diretas de dinheiro para dezenas de milhões de pessoas mais pobres do Brasil. Essas medidas parecem ter ajudado a reviver os empréstimos e a atividade econômica, e a evitar a inadimplência.

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O estoque de empréstimos em aberto no Brasil aumentou 1,4% em outubro, para R$ 3,9 trilhões (US $ 730,3 bilhões), disse o banco central. Os empréstimos corporativos cresceram 1% no mês, para R$ 1,7 trilhão de reais, e os empréstimos pessoais, aumentaram 1,7%, para R$ 2,2 trilhões de reais.

O crescimento dos empréstimos nos últimos 12 meses acelerou 14,5%, disse o banco central.

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News
Fonte: Reuters