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Opinião

A covardia de Sérgio Moro

Era uma questão de hombridade e grandeza moral suportar este momento e sair de forma digna

Maycson Rodrigues

Publicado

em

Sérgio Moro no Fantástico (Reprodução / TV Globo)

Sei que a manchete é forte e que os “moristas” ficarão chateados, porém há uma razão para tratarmos desta forma a entrevista infeliz do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, concedida ao programa “Fantástico”, da Rede Globo de Televisão.

O passado do ex-ministro é inquestionável e não entra em pauta aqui. O ponto chave é que a saída do Governo foi desastrada e totalmente prejudicial não apenas para si, mas para o Governo e a sociedade.

Em meio a uma pandemia de escala global, ainda que ele considerasse que não deveria continuar no Governo, era uma questão de hombridade e grandeza moral suportar este momento e sair de forma digna, como foi o caso do ex-ministro da Saúde, Nelson Teich.

No entanto, a escolha de Moro foi por uma saída que causasse uma intensificação da crise política no Brasil e que pudesse municiar toda a oposição e boa parte da mídia que está engajada na desconstrução do presidente e na caracterização de um ser humano monstrificado que simplesmente odeia a democracia e acena com louvor a algum projeto ditatorial.

O vídeo que ele disse ser uma prova da interferência de Bolsonaro na Polícia Federal não provou nada e só fez o trabalho inesperado de propagar ainda mais o discurso que o elegeu em outubro de 2018. Sérgio Moro esperava que a divulgação o fortalecesse como um possível (ou provável) candidato à presidência da República em 2022, mas a verdade é que tudo isso o apequenou no cenário político.

Ele demonstrou muita ingenuidade política ao sair da forma que saiu e ainda agiu como um “político que não aceitou ser contrariado”, ao invés de ter saído como um servidor público que fez de tudo para auxiliar o país no momento em que mais era preciso de vozes conciliadoras e planejamento estratégico para que a nação não quebre neste momento tão crítico para a economia – o que acaba afetando a saúde, a educação, a segurança pública etc.

E o fato de conceder entrevista ao programa “Fantástico”, agindo assim da mesma forma que o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, comprova ainda mais que suas intenções são mais políticas do que patriotas; mais pessoais do que visando o bem comum do povo e pensando mais em sua “biografia” do que na História do Brasil.

É lógico que seus apontamentos com relação aos fatos envolvendo o Coaf ou mesmo a prisão em 2ª instância são importantes e devem ser analisados; porém, a questão principal neste artigo é demonstrar que a saída foi mal pensada e muito negativa para o Brasil, considerando especialmente o fato de que já temos um problema muito maior para resolver que é a pandemia.

O tempo vai comprovar o conteúdo supracitado e ainda teremos o desenrolar de mais acontecimentos.

Contudo, a impressão que se tem é a de que Moro talvez quisesse um privilégio que não poderia obter como ministro, pois a prerrogativa de tomar decisões em nível macro é daquele que foi democraticamente eleito, e não do que foi convidado a compor o Governo.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ), na juventude da PIB de Vilar Carioca e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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