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Opinião

A “censura do bem” das redes sociais que nos levará a uma ditadura

Descemos ao nível mais baixo de desrespeito a uma democracia

Michael Caceres

Publicado

em

Passeio de Bolsonaro na Ceilândia. (Foto: Reprodução)

Houve um tempo em que as rede sociais eram livres, agora censuram o presidente da República. Twitter, Facebook e Instagram optaram por excluir um vídeo em que Jair Bolsonaro conversava com um vendedor ambulante em Taguartinga, no Distrito Federal. Uma clara afronta ao Poder Executivo, a liberdade de expressão e aos brasileiros. Se a moda pega, o que veremos?

Nem as pachouchadas da ex-presidente Dilma Rousseff sofrem algum tipo de censura. Tão pouco a discurseira laudatória por parte da esquerda, enaltecendo ditadores, facínoras, aiatolás atômicos e terroristas assassinos já foram reprimidas. Mas é típico desta gente restringir o contraditório. Querem negar a necessidade do povo de trabalhar para ter sustento? Mas não é este o ponto!

Antes que prossiga, os leitores — católicos, evangélicos, conservadores, etc. — sabem que essas empresas estão acostumadas a tentar calar o pensamento que não condiz com a visão de mundo que defendem. Ou deveríamos esquecer as vezes que censuraram páginas conservadoras, vídeos cristãos e críticas políticas contrarias aos ideias progressistas?

Afinal, estamos ou não estamos em uma democracia? Vivemos ou não tempos de liberdade neste país? Se a resposta é positiva, então a censura contra o vídeo de Bolsonaro é prática grave, passível de punição. As instituições que garantem a consolidação da democracia devem reagir a tamanho disparate. Que convoquem os representantes das empresas para explicar o ato.

“Removemos conteúdo no Facebook e Instagram que viole nossos Padrões da Comunidade, que não permitem desinformação que possa causar danos reais às pessoas”, informou o Facebook em nota. A mesma desculpa esfarrapada que dão quando violam os direitos de liberdade de pensamento e de crença, apagando contas de grupos conservadores.

Na gravação apagada, Bolsonaro dizia: “Eles querem trabalhar. É o que eu tenho falado desde o começo”, em defesa do fim do isolamento impositivo que tem levado muitas famílias a miséria e que não soluciona o problema do vírus chinês. No que isso viola as tais políticas da “monarquia zuckerberguiana”? Nem todos conseguem fazer home-office palermas… Tem motorista de aplicativo querendo rodar e comércios precisando vender.

O fato é que para estes radicais é preciso destruir o regime democrático, golpear a liberdade de expressão, então, se der e quando der, reprimir a fala de seus inimigos quando não há argumentos para confrontá-la. Logo obrigarão a todos a terem os mesmos pensamentos, as mesmas ideias e compartilharem da vida imoral que apregoam nas contas dos “influenciadores digitais”. Afinal, contra estes não há censura.

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